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Conca chora no adeus, promete voltar e celebra “porta da frente”

Postado por Willian Monteiro 6 de julho de 2011 +A +/- -A -A

Conca chora no adeus, promete voltar e celebra “porta da frente”

O Fluminense inicia o mês de julho sem os três protagonistas do título do Campeonato Brasileiro de 2010. Porém, ao contrário dos outros dois, Conca deixou as Laranjeiras pela porta da frente, de cabeça erguida, chorando e prometendo voltar.

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Na tarde desta segunda-feira (4), o argentino convocou entrevista coletiva para dar o “adeus” oficial, em um hotel na zona sul carioca. Sentou-se ao lado de Peter Siemsen, presidente tricolor e pivô das saídas de Muricy Ramalho e Emerson.

Avesso aos microfones, Conca falou por cerca de 40 minutos. Em praticamente todas as respostas, fez questão de declarar seu amor ao Fluminense e prometeu retornar quando sue contrato com o Guangzhou Evergrande, da China, se encerrar, daqui a dois anos e meio.

- Estou muito emocionado. Feliz pela proposta recebida, mas muito triste por deixar o Fluminense. O que sinto pelo clube fez essa decisão ser muito difícil. Vai ser melhor para mim e para minha família, mas devo muito ao Fluminense. O clube me deu educação, caráter. Um dia vou voltar a vestir essa camisa tão bonita e importante. De todo o meu coração, obrigado Fluminense.

Em muitos momentos Conca se emocionou e chorou. Assim como sua noiva e seu irmão mais novo, presentes à coletiva. Aos 28 anos, o meia, que nunca foi convocado para a seleção de seu país, transpareceu que não tem mais essa pretensão.

- Não vou para a China porque abri mão disso. Vou porque vai ser melhor para mim. O Marcelo está no Real Madrid (ESP) e, mesmo com a qualidade que tem, não foi chamado para a seleção brasileira. O que achei injusto. Eu nunca fiquei no Brasil porque queria ser convocado, até porque sempre disse que o Fluminense era mais importante que a seleção.

Conca receberá quase R$ 60 milhões por dois anos e meio de contrato e será o terceiro jogador mais bem pago do mundo. Na coletiva, preferiu não falar sobre os valores, mas, mesmo sem ser questionado, tratou de dar uma leve alfinetada em Muricy Ramalho e Emerson.

Ambos falaram mal do Tricolor quando deixaram o clube, no primeiro semestre. O técnico disse que havia ratos nos vestiários das Laranjeiras, enquanto o Sheik cantou músicas do rival Flamengo.

- Chorei e fiquei triste de sair de um lugar onde você se sente tão bem. Mas ao menos estou feliz de sair desse jeito. Algumas saídas nesse ano não foram fáceis e isso não faz bem a ninguém. Não aceito que falem tão mal do clube como alguns têm falado.



Fonte: r7

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