Aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Governador
Confúcio Moura, a lei 2.688, criando o (Programa Escola Guaporé de
Educação no Campo), que institui o regime de alternância, nas escolas
agrícolas, onde o aluno permanece 15 dias estudando em sistema de
internato e cumprindo o mesmo período colocando em prática na
propriedade da família o que aprenderam nas salas de aulas, tornou-se
uma realidade positiva no Estado de Rondônia.
Amparado pela mesma legislação estadual, que conta com o incentivo do
Governo Federal, para manter os jovens no campo, o curso técnico em
Agroecologia também está aprovado pelo Conselho Estadual de Educação. O
Programa é composto por escolas comunitárias agrícolas e
estabelecimentos de ensino da rede pública no Estado, visando manter o
equilíbrio entre o sistema produtivo nas pequenas propriedades sem
agredir o meio-ambiente.
O Programa consiste em projetos e ações integradas de iniciativa
comunitária ou de ação governamental, para proporcionar educação do
ensino fundamental e médio, educação profissional, formação inicial e
continuada à adolescentes, jovens e adultos no campo.
A metodologia da alternância surgiu na França em 1942 conquistando
espaços e formando Escolas da Família Agrícola (EFAS) em todos os
continentes. Em Rondônia, atualmente mais de mil alunos em todo o Estado
estão matriculados em escolas que aplicam este método de ensino, com
excelentes resultados.
Explica Antônio Deuseminio de Almeida, secretário-adjunto na Secretaria
de Agricultura e Pecuária (Seagri), coordenador do Programa junto à
Secretaria de Estado da Educação (Seduc), “que este é um momento
importante para o Estado de Rondônia, por que o Governo e a Assembleia
Legislativa entenderam a necessidade de unirem forças com os segmentos
sociais ligados ao campo, com o objetivo de formatar um novo modelo de
educação transformadora para a nossa realidade”.
Pimenta Bueno e Jaru
No município de Pimenta Bueno, a escola Abaitará vem sendo adequada
para abrigar em seis salas de aulas 180 alunos no sistema de alternância
a partir de fevereiro de 2013. Ali, a prioridade é para estudantes da
região da Zona da Mata e da rodovia 429.
Em Pimenta Bueno a Seagri, em conjunto com a EMATER, através dos
escritórios regionais deste município e de Rolim Moura, está
viabilizando projetos de piscicultura integrados e sustentáveis, bem
como projetos de bovinocultura de leite, suinocultura, ovinocultura e
hortaliças com o objetivo de incentivar o comércio local com uma unidade
demonstrativa, tudo em parceria com a escola Abaitará e a comunidade.
Na região central do Estado, no município de Jaru, a Escola Família
Agrícola (EFA) Dom Antônio Possamai, administrada pela associação
comunitária, agora em parceria com a Seduc e Seagri, está sendo
totalmente reformada começando a funcionar em fevereiro de 2013 com 64
alunos da área rural. No próximo ano são mais 244 alunos integrados no
Estado ao sistema da pedagogia de alternância.
Com projeto elaborado pela Santo Antônio Energia, no valor aproximado
de R$ 3 milhões com recursos de sub-crédito de compensações, em janeiro
de 2013 terá inicio no município de Candeias do Jamari as obras de mais
uma escola Agricola com previsão do inicio das aulas em 2014 com
capacidade total de 180 alunos. Em Candeias do Jamari, 80 jovens
oriundos do assentamento “Flor do Amazonas” terão prioridade.
O governador Confúcio Moura aposta no “Programa Escola Guaporé de
Educação do Campo” por entender que só através de uma verdadeira
formação no campo os jovens rurais conseguem estabelecer uma conexão com
os meios rurais capaz de promover a permanência deles na propriedade.
Isso por que eles vão produzir mais alimentos, proporcionando mais
divisas para o Estado com sustentabilidade.



