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Câmara questiona forma de prestação de contas do Observatório Social

Postado por Willian Monteiro 27 de março de 2011 +A +/- -A -A





Na sessão ordinária realizada na última segunda feira, dia 21, o vereador Rodnei Paes, ao usar a tribuna, questionou a forma de como foi apresentada a prestação de contas pelo Observatório Social, realizada recentemente no auditório da Farol em Rolim de Moura.  
Para o vereador, apesar de entender a importância do Observatório Social, e achar necessário o acompanhamento feito junto ao legislativo e executivo municipal, a forma da apresentação de contas tem sido feita de maneira injusta acabando por denegrir a imagem do legislativo municipal. “Sabemos que em todos os setores existem erros e virtudes, mas não se pode levar ao conhecimento da população apenas os erros, esquecendo de enaltecer também as virtudes”, disse o vereador ao afirmar que os trabalhos dos vereadores foram colocados durante a apresentação de forma negativa e, em nenhum momento projetos de grande relevância e que contribuirão no dia-a-dia da população foram apresentados ao público.
Exemplificando, Rodnei citou vários projetos, dentre os quais o da criação da Autarquia de Esportes, que terá recursos próprios e que irá beneficiar a comunidade desportista, tanto da área urbana, quanto da rural, o CNDCA, a verticalização da Agricultura Familiar que vai melhorar o Agro Negócio e ajudar ao agricultor, o Fundae, etc. Aparteado por vários vereadores, que também não foram diferentes e mostraram sua indignação pelo fato, assim como o vereador José Messias que disse já vir alertando a casa anteriormente, entendendo que o fato de procurarem diminuir o poder legislativo, pode ter caráter eleitoreiro, e que não se assustem se alguma dessas pessoas não aparecerem como candidatos na próxima eleição, assim como, tais prestação de contas serem usadas em palanques eleitorais, o que seria inadmissível por se tratar de um órgão que não foi criado pra esse fim.
Para o Vereador Juninho, que foi acompanhado ainda pelo Vereador Sérgio Sequessabe, a pessoa que apresenta a prestação de contas do Observatório Social, nunca esteve presente no auditório da Câmara para acompanhar uma sessão e conhecer os trabalhos dos vereadores, bem como, não procurou ter conhecimento de como funciona o legislativo, o seu regimento interno, o que pode e o que não se pode, quais as áreas de atuação de um vereador, etc. até porque quando se fala em projetos, o vereador não pode apresentar projetos que venham onerar o executivo municipal, bem como a relevância das indicações ou requerimentos feitos pelos vereadores não podem ser medidos apenas por interesse de um órgão, mas sim pela população, “aquilo que parece não ter relevância alguma para o Observatório, pode ter uma relevância significativa para o cidadão que mora lá no final da rua e que sofre com a falta de água, energia, de estradas, etc.”, disse o vereador, acrescentando que se esqueceu ainda de avisar que a instalação dos frigoríficos no município, que tem trazido o alimento para o lar de centenas de famílias, foi graças a intervenção de um grupo de vereadores junto ao Governo do Estado, e que esse trabalho talvez não tenha significância nenhuma.
O Presidente da Câmara, vereador Jairo Benetti, ao fazer uso da tribuna, foi mais incisivo e cobrou da diretoria do órgão, para que realize suas reuniões no Teatro Municipal ou mesmo na Câmara de Vereadores, para que a população interessado em tomar conhecimento compareça, e não numa instituição de ensino em horário de aulas, atrapalhando o andamento do ano letivo, fazendo com que alunos faltem às aulas para que forçosamente assistam a prestação de contas. “As pessoas que não valorizam suas raízes e não escrevem suas histórias, são pessoas sem futuro”, dessa forma justificou as indicações dos vereadores, dando nomes de ruas e aprovando moções de aplausos, haja vista, que uma indicação que dá nome a Rua Armelindo Corá, é de suma importância, quem realmente conhece o início de Rolim de Moura, sabe que essa pessoa, logo após a época da picada, colocou pick-up e depois ônibus para transportar as pessoas que ajudaram a colonizar o local, para que pudesse tornar município, criar o legislativo e até o Observatório Social e, isso não é importante? Perguntou o presidente demonstrando que: “tem que dar a César o que é de César, mas também a Deus o que é de Deus”, para não se cometer injustiças.

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